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Primeira galeria de artes pública da Baixada é de Nilópolis

Nilópolis acaba de ganhar uma galeria de artes. Isso mesmo a primeira galeria de artes pública da Baixada Fluminense fica em Nilópolis e foi inaugurada na noite da última segunda-feira, 21, na sede da prefeitura municipal. Uma iniciativa da secretaria de Cultura em parceria com a secretaria de Educação, o espaço homenageia o alemão Willy Voigt, um artista plástico que foi um dos maiores empresário da história nilopolitana, dono de uma das maiores fábricas de brinquedos do país, a Wida, que funcionou na Rua Alayde de Souza Belém e chegou a competir com a fábrica de brinquedos Estrela até a década de 70.

Se a inauguração de uma galeria de artes no município já seria motivo para muita comemoração, o valor das peças que estão expostas nesta primeira semana de funcionamento do espaço está sendo fundamental para marcar no mais alto estilo. Mapas, gravuras, esculturas, imagens sacras, pinturas, livros e vários artefatos confeccionados nos mais variados materiais compõem a mostra “Africanidades na Baixada Fluminense - Contribuição do Negro na Formação da Identidade Brasileira”. O acervo pertence ao historiador Marcus Monteiro, curador da exposição.





Durante a inauguração, o prefeito Alessandro Calazans considerou o momento especial e ressaltou que além de finalizar seu governo entregando a gestão pública organizada, está entregando também uma galeria de artes. “Agradeço ao secretário de Cultura, Augusto Vargas, pela ideia, ao historiador Marcus Monteiro, por emprestar gratuitamente as peças que pertencem ao seu acervo pessoal. Com essa inauguração estamos mostrando mais uma vez que nossa gestão sempre teve compromisso com o cidadão nilopolitano”, disse.





Já o secretário Augusto Vargas, além de frisar que o espaço não ficar a dever nada para as grandes galerias, explicou a importância do acervo. “São peças que estão sendo colecionadas há mais de 30 anos e muitas nunca foram mostrada na Baixada. Todas têm uma grande importância para a cultura e para história do negro”, falou, complementando as palavras da representando da secretaria de Educação, Sandra Gurgel. “Parece só uma exposição, mas é o legado de uma cultura, da cultura negra, que construiu esse Brasil”.

Durante toda essa semana, alunos das escolas da rede municipal visitaram a galeria e comprovaram a raridades das peças. Como parte de um mapa manuscrito do século XVI que mostra as grandes navegações e que, de acordo com o historiador Marcus Monteiro, a outra parte encontra-se no Museu Britânico. As gravuras do pintor francês Jean Debret, os instrumentos usados pelos escravos, as imagens sacras e as máscaras produzidas por mulheres para os cultos afros também chamam muita atenção de quem visita a exposição.




Quem desejar ver o acervo composto por mais de 200 peças não precisa pagar nada e tem até o dia 2 de dezembro. Só esta semana mais de 600 pessoas já visitaram a galeria.

A curadoria da Galeria Municipal de Artes Willy Voigt ficará com o diretor da Escola de Artes Fayga Ostrower e a próxima exposição será sobre a produção artística, pinturas e esculturas dos artistas nilopolitanos.




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