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Invasão de ratos preocupa moradores de Nilópolis

Nilópolis vem sofrendo com a multiplicação de ratos. A infestação se tornou um problema maior nos últimos cinco anos, segundo especialistas, com o crescimento do poder aquisitivo da população, com maior consumo de alimentos e desperdício, é outro fator relacionado à proliferação.

RATO

Os roedores são ameaça à saúde e a setores da economia, principalmente o de alimentos. "O aumento da produção de lixo pode contribuir com o aumento de ratos. Estamos vivendo uma época de mais desperdícios. O pessoal está comprando mais e produzindo mais lixo, o que torna o ambiente mais atrativo para os roedores", avalia o engenheiro sanitarista e professor da PUC Minas Hiran Sartori.

Segundo a bióloga Viviane Alves de Avelar, especialista em manejo integrado de pragas pela Universidade Federal de Lavras,  a espécie mais assustadora e perigosa é a de ratazanas. "São extremamente bravas, arredias, e chegam a morder as pessoas. É muito grande, robusta, com um corpo bem avantajado e tem mesmo uma defesa de território muito grande. Apesar da sua agressividade, a ratazana é mais fácil de controlar do que o rato preto, ou rato de telhado, que tem preferências alimentares criteriosas", disse.

As ratazanas, segundo a bióloga, têm capacidade de nadar até 800 metros no esgoto, sem respirar, e entram com facilidade nas casas pelos ralos e vasos sanitários. "O apartamento não precisa ser no térreo para isso acontecer. Elas conseguem subir até no primeiro andar do prédio", disse.

O perigo maior, segundo a bióloga, são as doenças que os ratos transmitem às pessoas, cerca de 40, por meio do contato direto ou indireto do homem com o animal, e algumas podem levar à morte. "Principalmente agora, a partir de outubro, quando começam as chuvas. Há grande incidência de enchentes e elas propiciam o que chamamos de disseminação de bactérias. A leptospira, por exemplo, fica no rim do roedor e é eliminada pela urina. Quando há uma enchente, e as pessoas têm contato com essa água contaminada, pegam leptospirose", alerta a bióloga.

A presença de ratos mudou o comportamento de moradores de uma residência da Rua Pedro Álvares Cabral, no Bairro Nossa Senhora de Fátima. A moradora, que não quer ser identificada, conta que foi visitada duas vezes por ratazanas. "Da primeira vez, a ratazana entrou pelo ralo do banheiro. Passei rapidamente pela cozinha e percebi que havia alguma coisa. Voltei para olhar de novo e a ratazana estava lá. Subi numa cadeira e meu irmão veio me ajudar", disse. Outra vez, quando ela entrou no banheiro, a ratazana fugiu pelo vaso sanitário, por onde tinha entrado. "Desde então, troquei a tampa dos ralos e coloquei as que eu posso fechar quando não uso", afirma.

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